sábado, 16 de junho de 2012

Tabernáculo - Deus Filho, Jesus Cristo - Cap. 6


JO 1.14


É útil estudar sobre o tabernáculo pois conhecendo TODAS as Escrituras o homem pode melhorar a sua capacidade de saber manejar as Escrituras a ponto de ter a aprovação de Deus e não ter do que se envergonhar (II Timóteo 2.15, “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”) Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo.

Cristo é a chave principal do entendimento do tabernáculo. Cada parte do tabernáculo, nas suas cerimônias, sacrifícios e ofertas, instrumentos, móveis, cortinas, coberturas, sacerdotes, etc. apontam aos atributos e às obras de Cristo, especialmente a da Sua redenção pela qual qualquer pecador arrependido pode ser levado a Deus.

João 1.14, “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”.  A palavra “habitar” no grego significa: fixar a tenda, morar numa tenda ou tabernáculo (#4637, Strong’s). Deus veio na carne por Cristo para ‘tabernacular’ com os cristãos do primeiro século, para cumprir muito das figuras e profecias sobre Aquele que viria ser o Cordeiro de Deus para levar os Seus a Deus (João 1.29; I Pedro 3.18). Espiritualmente, Ele ainda está ‘tabernaculando’ conosco (Mateus 28.20). Num dia glorioso, depois da segunda vinda de Cristo, a santa cidade, a nova Jerusalém, descerá do céu para Deus estar com Seu Povo eternamente (Apocalipse 21.1-3, “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus”). Antes de Deus vir estar com Seu povo pela vida e sacrifício literal de Jesus Cristo, Deus veio habitar no meio do Seu Povo pelo tabernáculo (Êxodo 25.8; Salmos 80.1). Deus sempre habita no meio dos pecadores através do sacrifício e mediação do Seu Filho. No Velho Testamento essa habitação de Deus entre Seu Povo foi pelo tabernáculo.

Cristo é claramente apresentado no Velho Testamento nas muitas profecias, enigmas e figuras (Hebreus 1.1; I Pedro 1.10-12). Pelo tabernáculo são figurados gloriosamente os atributos divinos e humanos de Cristo e o propósito de Cristo vir ao mundo ser O sacrifício definitivo e O sacerdote eterno para que Deus pudesse habitar entre Seu Povo (Êxodo 25.8). Se não aprendamos que Cristo é o único meio a ter acesso a Deus pelo estudo do tabernáculo (ou qualquer outra parte da Palavra de Deus) pode ser dito que aquele tempo de estudo foi em vão. Para remir o tempo convém procurar Cristo desde o princípio do livro.

Se já conhece Cristo pessoalmente, o estudo do tabernáculo vai enriquecer o seu relacionamento com Deus por Cristo. Se não conhece Cristo como Salvador, peça a Deus que pelo estudo da Palavra de Deus o Espírito Santo o convença da Verdade de Deus em Cristo.

Autor: Pr Calvin Gardner

terça-feira, 12 de junho de 2012

Tabernáculo e Deus Pai - Cap. 5

É útil estudar sobre o tabernáculo por que TODAS as Escrituras são proveitosas para ensinar, redarguir, corrigir e instruir em justiça. Pelo estudo de todas as Escrituras o homem de Deus é feito maduro e perfeitamente instruído para toda a boa obra (II Timóteo 3.16,17, “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo.

Depois de Deus dar a Moisés os dez Mandamentos, Deus deu a Moisés o modelo para a construção do tabernáculo e as instruções do uso dele. Há importante razão dessa ordem de eventos. Pelo pecado do primeiro homem, toda a humanidade passou a ser pecadores (Romanos 5.12). Para convencer o homem do seu pecado, a Lei foi dada. Contudo, Deus continua santo. A santidade e o pecado não mesclam. Não há trevas nenhuma em Deus e Seus olhos não podem ver o mal (I João 1.5; Habacuque 1.13). Como então pode o Deus Santo habitar entre um povo pecaminoso sem a justiça desse Deus imediatamente reprovar e consumir o pecador na sua Santa ira? O tabernáculo responde à essa pergunta: Deus Pai pode habitar entre o Seu povo se tiver um Mediador adequado e um Sacrifício aceitável entre Ele e o Seu povo.

A Lei de Moisés revela ao homem o grau deplorável e maligno do seu pecado e o tabernáculo ensina do Sacrifício aceitável para todos os pecados que são revelados pela lei (Romanos 7.12, 13; Gálatas 3.24). Primeiro veio a lei para convencer do pecado. Depois veio a única maneira pela qual o Pai Santo e Justo pode habitar entre os pecadores, ou seja, por Jesus Cristo (Êxodo 25.8; João 1.14).

Autor: Pr. Calvin Gardner

sábado, 9 de junho de 2012

Tabernáculo - O Suprimento das Necessidades para a Construção do Tabernáculo - Cap. 4

É útil estudar sobre o tabernáculo pois conhecendo TODAS as Escrituras o homem pode melhorar a sua capacidade de saber manejar as Escrituras a ponto de ter a aprovação de Deus e não ter do que se envergonhar (II Timóteo 2.15, “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”) Por isso convém estudar o que diz a Bíblia do tabernáculo.

Deus providenciou entre o Seu Povo tudo que foi necessário para a construção do tabernáculo (“Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada”, Êxodo 25.2). A construção do tabernáculo foi possibilitada pelas ofertas voluntárias do Seu povo. A obra de Deus avança somente pela benção de Deus sobre as obras de obediência do Seu povo. Se o povo de Deus não prega a Palavra de Deus não verá o fruto da salvação das almas perdidas sendo trazidas à Luz(Romanos 9.10-15); se o povo de Deus não morre à carne, não será abençoado com a transformação na imagem de Cristo; se o povo e Deus não contribuem à obra de Deus não terá mantimento na Sua casa (Malaquias 3.10) nem seria construído este lugar onde Deus desejava encontrar com o Seu povo. O povo de Deus não pode esperar as bênçãos de Deus nas suas vidas, lares ou igreja se não está empenhado na plena obediência à vontade de Deus. O tabernáculo somente será uma realidade se o povo de Deus desse ofertas alçadas a Deus voluntariamente em obediência e amor. Como vai a sua obediência? Assim vai a obra de Deus.

Milagrosamente, os Egípcios, como se fosse todo o salário de 430 anos de escravidão, deram ao povo de Deus jóias de ouro, e jóias de prata, e roupas (Êxodo 12.35,36). Dessas riquezas, o povo deu voluntariamente para a construção do tabernáculo (Êxodo 35.4-9). O peso total das ofertas de ouro, de prata e de cobre foi 1¼ toneladas de ouro (valendo no mínimo R$2.322.000,00); 4¼ toneladas de prata (valendo no mínimo R$516.000,00) e mais de 4 toneladas de cobre. As muitas peles, panos e a madeira de acácia, não esquecendo das pedras preciosas para o tabernáculo valeram quase dois milhões de reais. Somando tudo, no tabernáculo haveria um valor de quase cinco milhões de reais (2005).

Esses valores apontam para à alta estimação que o Pai tem do Seu Filho. O Pai possuiu o Seu precioso Filho no princípio de Seus caminhos e desde a eternidade e antes do começo da terra O ungiu. Cristo era cada dia as delícias do Pai e alegrou-Se perante o Pai em todo o tempo (Provérbios. 8.22-30). Cristo é O Filho unigênito do Pai cheio de graça e de verdade (João 1.14) por Quem o Pai se glorificava continuamente (João 12.28). Em Cristo o Pai escondeu todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Colossenses 2.3). A medida da glória que Cristo tem diante do Pai é verificada pela honra que Ele tem O dado. O Pai exaltou o Filho soberanamente para que ao Filho se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra e deu-O a posição honrosa de ser O único caminho pelo qual o pecador arrependido fosse ao Pai (Filipenses 2.9-11; João 14.6). O valor do tabernáculo aponta à alta estimação que o Pai tem para Seu Filho. E esse Filho exaltado, honrado e estimado foi dado como oferta alçada e sanguinária voluntariamente pelo Pai no altar da cruz para que os pecadores arrependidos e com fé nEle pudessem ser salvos, dados uma nova natureza (II Coríntios 5.21). Pecadores arrependidos, confie neste Filho glorioso do Pai para ser trazido a Deus (I Pedro 3.18).

Esses valores também apontam à alta estimação do povo para com o seu Deus. Quando o cristão tem recordação da grandeza da sua salvação em Cristo é fácil ser generoso para com a obra de Deus nesta terra (Daniel 11.32. “o povo que conhece seu Deus se tornará forte e fará proezas”; Salmos 9.10; 59.9, “Por causa da Sua força eu te aguardarei; pois Deus é a minha alta defesa.”)

Pela igreja, Deus opera no mundo hoje (Mateus 19, “E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”) Se vamos servir Deus com a mesma estimação do povo no Velho Testamento, é necessário que sejamos fiéis com as nossas presenças nos cultos regulares da igreja (Hebreus 10.23-27), participantes alegres com as finanças dela (II Crônicas 31.4-10; I Coríntios 9.7-14; II Coríntios 9.6-11) e reverentemente obediente à vontade de Deus em tudo. Será que devem ser menos generosos os que conhecem a graça de Deus para a salvação do que aqueles que serviram a Deus pelos símbolos e enigmas de Jesus Cristo e eram sob a lei? Nós, que conhecemos melhor as coisas (Hebreus 11.39,40) e temos a presença do Espírito Santo com vida e poder (Atos 2.14-21), devemos fazer muito mais além daqueles que O conheceram somente pelos símbolos e tiveram a manifestação limitada do Espírito Santo. Quando o Cristão focaliza o seu amor nas coisas desta vida, contribuições para a obra de Deus nesta terra tornam-se difícil. Para ser vitorioso com seu coração no lugar correto para com a obra de Deus, coloque o seu tesouro na obra (Mateus 6.21, “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”; I João 5.3). No caso do tabernáculo, o povo de Deus, voluntariamente, trouxeram as suas ofertas ao ponto que era “muito mais do que basta” (Êxodo 36.3-7). A sua generosidade coloca o seu coração no quê? “Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33).

Autor: Pr Calvin Gardner

terça-feira, 5 de junho de 2012

Tabernáculo - Soberania de Deus - Cap. 3

Para descrever a obra da criação, Deus nos deu dois capítulos de Gênesis. Para descrever o modelo exato como Deus desejava o tabernáculo, usou dez capítulos de Êxodo! No Novo Testamento há capítulos inteiros também que tratam do tabernáculo (Hebreus 9 e 10). Pelo grande volume de instruções dadas sobre o tabernáculo e pelo uso repetitivo da linguagem do tabernáculo pela Bíblia faz que o estudante sério da Palavra de Deus seja atencioso a tudo o que as Escrituras ensinam sobre o tabernáculo.

Soberano - [Do lat. vulg. superanu, 'que está de cima'.] Adj., 1. Que detém poder ou autoridade suprema, sem restrição nem neutralização: 2. Dominador, poderoso: 3. Fig. Supremo, absoluto: 4. Fig. Excelente, magnífico: 5. Fig. Altivo, arrogante: 6. Fig. Eficiente, eficaz; poderoso: (Dicionário Eletrônico Aurélio, Ver. 3, Nov. 1999).

Deus é soberano sobre a natureza. Cada um dos reinos da natureza foi usado na construção do tabernáculo (Êxodo 25.3-7). Pode entender que esse fato revela a soberania de Deus que é exercitada sobre tudo (Daniel 4.34, 35). O reino mineral supriu o ouro, prata e cobre para os móveis como também supriu as pedras preciosas para as vestes do sacerdote (v. 3 e 7; Ageu 2.8). O reino vegetal contribuiu a madeira de acácia para os móveis e para as colunas (v. 5), o linho fino para as cortinas e vestes dos sacerdotes, o óleo e as especiarias para o óleo da unção e para o incenso (v. 4,6; I Crônicas 29.16). O reino animal deu as peles para a cobertura do tabernáculo, a matéria prima para as cortinas e também supriu as muitas ofertas para as ofertas contínuas (v. 5; Salmos 50.10).

Deus é soberano sobre a alma do homem (Ezequiel 18.4). Todos os sacrifícios no tabernáculo apontavam a Cristo, “O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13.8). Como o tabernáculo foi revelado à Moisés, antes que o tabernáculo fosse construído (“assim mesmo o fareis”, Êxodo 25.9), assim as profecias e os símbolos de Cristo foram dados antes que Ele veio tomar carne. Se, na mente de Deus, Cristo foi crucificado desde a fundação do mundo, é claro que tudo aquilo que veio depois da criação do mundo que tipificava ou simbolizava Cristo, foi planejado na eternidade passada também. Isso incluirá o tabernáculo. Então, o tabernáculo manifesta o decreto eterno do Soberano e Eterno Deus. Estudar o tabernáculo é estudar a mente eterna e soberana de Deus. Não podemos conhecer tudo de Deus (Jó 11.7), mas este tanto Ele tem revelado, e o que Ele revelou, é para nós (Deuteronômio 29.29).

Por Deus não mudar, de eternidade foi o decreto que Cristo viria ao mundo, ser moído por Deus, para ser o único sacrifício que agradaria o Santo Deus no lugar do pecador arrependido que crê pela fé nEle (Isaías 53.4-6,10,11). O decreto eterno inclui a queda do homem no pecado e a única maneira de salvar o Seu povo da perdição do pecado. Devemos entender que o decreto eterno não causou o homem pecar, mas incluiu esse ato e a subseqüente salvação do pecador. A queda do homem no pecado manifesta a necessidade da redenção que Deus, pela Sua graça, já desde a eternidade, programava pelo sacrifício do Cordeiro no lugar do pecador arrependido. Como sabemos, na plenitude do tempo (Gálatas 4.4), Cristo veio para redimir os homens que o Pai tinha dado a Ele (João 6.37, 39, 40; II Tessalonicenses 2.13,14). E sabemos que Deus Se agradou no sacrifício do Seu Filho e salva todos que venham a crer nEle. Se você ainda não conhece Cristo como seu Senhor e Salvador, saiba que a sua responsabilidade é de se arrepender e crer neste Cordeiro que Deus tem dado desde a eternidade passada.

Deus é soberano sobre a capacidade do homem. Deus usa meios para que o Seu eterno decreto venha a ser feito como Ele, o Soberano, o decretou. Quando veio o tempo de construir o tabernáculo, Deus, através do Seu Espírito Santo, chamou e capacitou certos homens para a obra. O Espírito Santo encheu esses homens com a capacidade de criar invenções, para trabalhar em ouro, e em prata, e em cobre, e em lapidar de pedras, e em entalhar madeira, e para trabalhar em toda a obra esmerada (Êxodo 35.30-35). Isso nos ensina que Deus, pela obra do Seu Espírito Santo, na Palavra de Deus, chama e capacita os Seus a virem a Ele por Cristo e a viverem para a Sua glória (Filipenses 1.6; Efésios 1.11; I João 3.2,3). Alguns são chamados e capacitados para serem pastores, outros para serem evangelistas e outros doutores, tudo para o aperfeiçoamento dos santos (Efésios 4.11,12). Cada santo tem uma capacidade para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Cristo pois cada santo é uma construção espiritual de Deus (I Pedro 2.5). Se você é um destes santos já, saiba que essa realidade da graça de Deus que veio a ser consumada em tempo na sua vida foi programada na eternidade passada (Isaías 46.10; Atos 15.18). Se você se vê um pecador e se tiver desejo a vir a Cristo venha a Cristo o Salvador. Se tiver desejo de ministrar a Palavra de Deus publicamente no ministério, prepare-se para tal obra e faça já aquilo que pode e está ao seu alcance.

Autor: Pr Calvin Gardner

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Tabernáculo - Como Revela Cristo - Cap. 2


É útil estudar sobre o tabernáculo por que não apenas o Novo Testamento ensina-nos de Cristo mas o Velho Testamento também (Salmos 40.7, “Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste. Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro de mim está escrito.”; Hebreus 10.7; Lucas 24.27, “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”, 44, “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos.”). Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo pois o tabernáculo simboliza muito Cristo.

1. O tabernáculo foi temporário – Uma tenda móvel, mudada de lugar em lugar, por um período de 35 anos no deserto durante a peregrinação no deserto e mais uns 450-550 anos na terra prometida até que Davi desejou construir o templo permanente (Gill, II Samuel 7.6). O curto tempo que o tabernáculo foi levado no deserto pode representar a curta vida de Cristo enquanto Ele andava e ministrava na carne nessa terra. A Sua estadia foi temporária e de pouca duração (Lucas 3.23; John 14.1-3), mas o Seu reino literal será permanente (I Tessalonicenses 4.17; Apocalipse 22.5,11). O fato que o tabernáculo foi temporário pode representar o andar do Cristão também. O tempo do Cristão nessa vida, neste templo da carne, é temporária e de pouca duração (I Tessalonicenses 4.17; Salmos 90.9,10,12). Convém que os que têm a esperança de deixar esse tabernáculo da carne para ser como Cristo, vivam seus dias aqui na santificação (I João 3.1-3), conformando-se à imagem de Cristo (Colossenses 3.10). Essa conformação à imagem de Cristo é feita pela Palavra de Deus (João 17.17; 15.3). Você está investindo seu tempo, talento, e bens naquilo que é temporário ou naquilo que é eterno? Mateus 6.19,20.

2. O tabernáculo não foi bonito pelo mundo à fora. Para os que olharam ao tabernáculo do lado de fora não viam nenhuma beleza que os atraíram à ele. A sua beleza era no interior dele. Pêlos de cabra, peles de carneiro tintas de vermelho, e peles de texugo (Êxodo 26.7,14) cobriam o tabernáculo e não eram especialmente bonitas. Jesus, durante a Sua encarnação nessa terra, também não tinha, no exterior, beleza ou uma forma vistosa (Isaías 53.2). Sua beleza e valor veio de dentro dEle (amor puro, obediência completa ao Pai, perdão eterno, precioso sangue redentor, graça e glória, II Pedro 1.19; João 1.14; I Timóteo 3.16). Aos que conhecem Cristo intimamente pela fé, Ele é precioso mas para os que não O conhecem pela fé, Ele é um absurdo, louco, e pedra de tropeço (Marcos 6.1-3; I Pedro 2.7). Como é Cristo visto por você? Como o tabernáculo e como Cristo, os cristãos fazem bem não dar prioridade ao que é somente valoroso diante do mundo (I João 2.15,16). Contrariamente devemos buscar a virtude, a discrição, e a sabedoria que são mais valorosos do que qualquer outro bem no mundo (Salmos 147.10,11; Jeremias 9.24; Provérbios 1.4; 8.11; 11.22; I Pedro 3.1-8). Como você é visto pelo mundo? Por Deus? Você é igual a eles? Ou diferente?

3. O tabernáculo estava no centro do acampamento das tribos de Israel (Números 2.2). No dia em que mudaram de lugar, o tabernáculo ficava no meio dos exércitos (Números 2.17). Dessa maneira era ensinada a verdade que Deus andava no meio do Seu povo para os proteger e para entregar os inimigos às mãos do Seu povo (Deuteronômio 23.14). Cristo é representado aqui pois foi profetizado que ao Cristo o povo de Deus se congregarão (Gênesis 49.10). Isso se realizará permanentemente no Seu Reino literal mas, numa maneira Cristo encontra com Seu povo hoje na igreja. Quando o Seu povo se ajunta para O adorar em espírito e em verdade, aí Ele está no meio deles como Ele não está com eles em outras horas (Mateus 18.20; 28.20; João 20.19,26; Apocalipse 1.13). Quando o povo de Deus O serve com temor e amor, eles terão o Seu cuidado especial. Contra as igrejas verdadeiras as portas do inferno não podem prevalecer (Mateus 16.18). Como Deus cuidava do Seu povo quando o tabernáculo estava no centro da congregação, Ele supre todas as coisas daqueles que têm Ele no centro das suas vidas (Salmos 34.10; 37.3; Mateus 5.6; 6.33; Provérbios 2.1-9; 3.9,10). Na sua lista de preferências, onde está Cristo e o Seu ajuntamento?

4. No tabernáculo a lei foi guardada na Arca da Aliança (Deuteronômio 10.1-5). O benefício da Lei de Moisés, que é santa, justa e boa (Romanos 7.12), é entendido quando sabemos que ela revela abertamente como o homem é visto por Deus (Salmos 14.2,3). O pecado é iniqüidade (transgressão de uma lei – I João 3.4; 5.17), e a Lei revela o triste fato que todo homem é pecador (Romanos 5.12). Todavia, o pecado no homem cegou o seu entendimento da gravidade da sua condição (I Coríntios 2.14; II Coríntios 4.3,4). Veio a Lei para que o pecado se fizesse excessivamente maligno (Romanos 7.13). Moises levou tábuas de pedra para Deus escrever a Sua Lei. Foi escrito em pedra para mostrar que o coração do pecador é duro como pedra. Também, a Lei foi escrita em pedra para mostrar que os requerimentos de Deus são imutáveis. Pela Lei o homem entende que Deus é santo e o pecador é separado de tal Deus pelo seu pecado (Romanos 7.9). Mas, pela graça de Deus, Cristo Jesus, o Filho de Deus, veio como homem, mas sem pecado, com a Lei dentro do Seu coração (Salmos 40.8). Este agradou Deus em tudo, e deu a Sua vida perfeita, santa e justa em resgate por todo homem que se arrepende dos seus pecados e crê pela fé nEle (Marcos 10.45; João 3.16). Sim, a vida do Justo é dada pelo injusto para que o injusto arrependido, pela obediência perfeita do Justo, tenha a perfeita justiça de Deus (II Coríntios 5.18-21). O pecador que se arrepende e crê em Cristo Jesus é feito um homem novo para servir Deus com a sua vida enquanto Deus o dá vida na terra (Romanos 6.8-13). Pecador, se arrependa já e creia em Cristo, o único Salvador! A Lei foi guardada por Cristo, e a Sua vida santa foi dada como sacrifício aceitável a Deus para todos os pecadores que se arrependam e crêem nEle! A Lei é posta debaixo do propiciatório da Arca da Aliança, como o sangue precioso da vida de Jesus Cristo, que tem a Lei dentro do Seu coração, cobre tudo que a Lei aponta contra o pecador, o resgatado e apresentá-lo a Deus santo e justo (I Pedro 1.18-23; 3.18).

Porém, o novo Cristão logo vê que ele ainda peca (Romanos 7.18-23). O novo Cristão quer saber se estes pecados também foram pagos por Cristo. Que consolo tem o cristão quando contempla tão grande salvação que ele tem em Cristo! Como a Lei de Moisés foi guardada na arca da aliança, qual representa o trono de Deus entre os homens, a Lei foi dentro do coração do eterno Cristo quando Ele foi dado em sacrifício de muitos e continua aí no coração do Salvador com Ele diante do trono de Deus intercedendo e mediando eternamente pelos Seus (Romanos 8.34; I Timóteo 2.5,6). Por Cristo ser Deus, e por Ele guardar eternamente a Lei de Deus no Seu coração, o homem pecador, que tem Cristo como seu salvador, é eternamente salvo da condenação. Que salvação gloriosa tem o pecador que se arrepende e crê pela fé em Cristo Jesus! Verifique que a esperança da sua salvação não depende dum homem, apóstolo, oração, batismo, obra, religião ou de caridade, etc. mas somente nAquele que sempre guarda a Lei no Seu coração eternamente diante do trono de Deus, o Jesus Cristo.

Autor: Pr Calvin Gardner

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Tabernáculo - A Graça de Deus - Cap. 1



“E ME FARÃO UM SANTUÁRIO, E HABITAREI NO MEIO DELES”, EX 25.8



É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da pessoa de Cristo. O espírito da profecia é Cristo (Apocalipse 19.10, “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.”; I Pedro 1.10,11). O nosso conhecimento de Cristo não é danificado pelo estudo do Velho Testamento, mas é instruído e fortalecido pelo estudo dele. Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo.

A graça de Deus é inexprimível. Naturalmente conhecemos algo de Deus por umas testemunhas, uma exterior e a outra é interior. Essas testemunhas se manifestam pela graça de Deus. A testemunha exterior é a criação (Sl 19.1; Rm 1.19,20). A testemunha interior é a lei de Deus escrita na consciência (Rm 2.14, 15). As duas testemunhas são fiéis e manifestam um Deus magnífico, justo e de graça. O homem pecador sente imundo para com este Deus revelado pela criação e na consciência e freqüentemente procura O agradar ou apaziguar a Sua ira. Sentem às vezes agraciados por Ele não os destruírem pelas ações radicais da natureza (terremoto, tsunami, vulcão, furacão, seca), ou por ter uma colheita abundante, ou etc. Essas testemunhas manifestam vagamente a graça real do Deus Vivo e Verdadeiro, mesmo que são suficientes para que o homem fique inescusável diante de Deus no dia de juízo.

A graça de Deus se revela na sua maior glória pelo Filho Unigênito de Deus, Jesus Cristo e a Sua obra da salvação. Jesus foi dado no lugar dos pecadores rebeldes e inimigos, para que o pecador arrependido recebesse perdão pleno diante deste Deus magnífico e justo. Além disso, o pecador arrependido tem as justiças de Jesus Cristo imputadas a ele. Agora o salvo goza da comunhão com Deus e herança igual do Seu Filho (Rm 8.15-17). Veja então, como é inefável essa graça de Deus? Hoje, o Evangelho é declarado abertamente pelo rádio, televisão, jornais, folhetos, livros e certamente pelas nossas bocas e vidas. Tudo isso pela graça de Deus.

Mesmo que a graça de Deus sempre existiu, nem sempre foi revelada na sua glória. No Velho Testamento, a graça de Deus foi manifesta por enigmas, símbolos, cerimônias e profecias (Hb 1.1, “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”; 10.1, “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam”). Por que Deus fez exatamente assim não é para nos indagar, mas dizer que nenhum homem mereceu tal graça, e que ninguém buscou tal graça por Jesus ser verdade (Sl 14.2, 3). Se Deus não Se revelasse pelo Filho, ninguém teria a salvação. Mas, verdadeiramente, desde o começo do mundo, Deus tem pregado a salvação que agrada a Ele. Essa mensagem diz: o pecador arrependido confiando pela fé no Seu Filho Jesus Cristo, tem salvação eterna.

As manifestações da Sua graça são tão evidentes quanto à presença do pecado no homem. Logo que o homem pecou, Deus manifesta a Sua graça pela promessa do Salvador, vindo da semente da mulher (Gn 3.15). Depois da profecia de Cristo em Gn 3.15, veio o exemplo em símbolo da graça de Deus. Percebe-se esta graça quando Deus vestiu os culpados pelo sacrifício do inocente (Gn 3.22). Na primeira geração do homem na terra, Caim, que mereceu a morte por matar o seu irmão, pela graça de Deus foi lhe dado uma marca para não ser morto pelos homens (Gn 4.15). Depois destas manifestações da graça de Deus vieram muitas outras. Poderíamos falar do tempo de Noé em que todos os homens seguiram a imaginação dos pensamentos dos seus corações maus. Mas no meio de toda esta impiedade, a graça de Deus se manifesta em que “Noé achou graça aos olhos do Senhor” (Gn 6.5-8). A arca de Noé manifestava a justiça de Deus como também a Sua maravilhosa graça. Na escolha de Abrão se percebe a graça de Deus. Por Deus olhar a todas as nações, nenhuma justa (Sl 14.2, 3), mas escolheu um homem, e este idólatra (Js 24.15, “aos deuses a quem serviram vossos pais”; Is 51.1), desejando fazer dele uma nação elegida, predileta, e recebedora de uma aliança eterna de amor, a graça de Deus revela a Sua maravilhosa graça.

O Tabernáculo também manifesta gloriosamente a graça de Deus. Deus, por ser onisciente, conhecia os pecados grandes e imundos deste povo que Ele tinha escolhido em Abraão. Ele soube que o Seu povo escolhido O rejeitaria, O substituindo por um bezerro de ouro. Ele soube que o Seu povo, a quem tiraria de grande mão do Egito, murmurariam contra Ele e contra o homem que Ele colocou para os lidarem à terra prometida. Ele soube que o braço direito de Moisés, Arão, junto com a sua irmã Miriã, levantariam contra o líder Moisés (Nu 12.1-16). Ele soube que a multidão do Seu povo faltaria fé (Nu 13.27-14.10, 20 -24). Ele soube da desobediência de Moisés (Nu 20.7-13). Mas mesmo assim, quis habitar “no meio deles” (Ex 25.8). Essa é uma manifestação inexplicável da graça de Deus.

A ordem da construção do tabernáculo revela a graça de Deus. Por revelar Deus essa construção tem o nome “tenda do testemunho” (Nu 9.15). Testemunhar de quê? Para testemunhar o que Deus tem testemunhado desde o princípio, ou seja, a graça de Deus para com os pecadores por Seu filho Jesus Cristo.

Existem dois relatórios da construção do tabernáculo (Ex 25 - 30; 36 - 39). O primeiro relatório Deus vem ao Seu povo, ou seja, a graça de Deus em Si compadecer o Seu povo e declara o meio pelo qual os pecadores podem aproximar-se a Deus. O segundo relatório o tabernáculo apresenta a adoração do pecador remido a Deus por Cristo por causa da graça.
No primeiro relatório se vê a graça soberana de Deus para com o pecador. A graça é notada no começo da explicação da construção do tabernáculo com o lugar santíssimo e a suas duas peças: a arca da aliança e o propiciatório de ouro. Este lugar manifesta a glória do Senhor e a beleza da Sua graça. Pela graça Ele pensa no homem (Sl 8.4). Pela graça Ele ama os Seus (Jr 31.3; Rm 8.35-39). Pela graça Deus escolhe Israel ser Seu povo (Dt 7.7, 8). Pela graça, Deus decretou que por Jesus salvaria todos que se arrependem e crê nEle pela fé. A eternidade desta graça se vê pois Jesus é verdadeiramente o Cordeiro de Deus “morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8) O Deus santíssimo habitando entre o povo por Seu filho Jesus manifesta a Sua graça de maneira formosa.

A graça soberana se vê no lugar santo e na suas três peças de móveis também. Nelas se vê a glória de Jesus, nas suas várias obras e atributos (luz, pão, oração e acompanhamento do Espírito Santo). O lugar santo prega de Cristo O único mediador entre o pecador e o Deus.

No pátio com as suas duas peças de móveis se vê a graça de Deus. A lavagem dos nossos pecados é feita pelo sangue de Jesus e pelo sacrifício feito por Ele no lugar do pecador. Nisso se aprenda da maravilhosa graça de Deus para com o pecador que se arrepende e crê nEle.

O tabernáculo está fechado pela cerca das cortinas de linho fino torcido. A beleza e glória de Deus por dentro. O pecador posto fora. A graça de Deus se apresenta pelo fato de existir uma porta. Essa porta prega a mediação de Cristo e o Seu sacrifício no lugar de pecadores arrependidos, separados do povo. Cristo é essa porta. Nessas maneiras entendem-se a graça de Deus. Deus provém tudo o que é necessário para Ele habitar com Seu povo. Que manifestação, mesmo em símbolos, da inefável graça de Deus!

No segundo relatório da construção do tabernáculo é descrito como o povo percebe Deus. A primeira parte do tabernáculo mencionada nesse segundo relatório são as cobertas e cortinas do tabernáculo. Nisso se manifesta que o povo não vê em Deus nada formoso. Mas, com a obra da graça nos corações do Seu povo, Cristo é confiado como o Mediador suficiente e Deus é tido como precioso em justiça e santidade. Que diferença a graça de Deus traz a um povo na sua relação com O Divino!

A segunda peça relatada nesse relatório é a arca da aliança onde Deus se habita na Sua terrível glória. A coluna de fogo de noite e a nuvem de dia manifestam ao povo que há um Deus vivo e santo, um Deus verdadeiro e justo, um fogo consumidor. Manifesta-se a verdade que se o homem espera chegar a este Deus santo e justo vai ser pela porta e não sem animal apropriado para ser o sacrifício de um inocente no lugar do culpado. A necessidade de um mediador, alguém que obedeceu tudo no nosso lugar é necessário. Cristo é visto como este sacrifício (Jo 1.29). Cristo é apontado O único mediador entre um povo arrependido e um Deus glorioso (I Tm 20.5, 6). Este Mediador divino-humano, só pela graça de Deus pois Deus não tinha a obrigação de ser compassivo com os rebeldes e inimigos dEle. Mas, em graça, deu o Seu Unigênito para que todos e quaisquer que se arrependam e confiem nEle, tenham a vida eterna (Jo 3.16). Que maravilhosa graça!

Hoje sabemos que as figuras do Velho Testamento se apontavam a Jesus. Jesus Cristo é o justo que padeceu uma vez pelos pecados, o Justo pelos injustos. Pelo sacrifício de Cristo, os pecadores arrependidos são levados a Deus (I Pedro 3.18). Cristo é o único mediador declarado abertamente entre o homem e Deus (I Tm 2.5,6). O tabernáculo ocultava a declaração aberta da graça de Deus. Hoje essa mensagem da graça de Deus em Cristo não é oculta. Deus anuncia a todos os homens que se arrependam (At 17.30). Aquele que se arrepende é apontado a Jesus para ser salvo.

O tabernáculo revela a graça de Deus pois aponta a Cristo por Quem Deus habita com Seu povo. A mensagem do evangelho é: por Cristo Deus habita no pecador arrependido ainda hoje. A mensagem da graça inexprimível tem sentido para você?

Pr. Calvin Gauder.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Festa de Pentecostes - Shavuôt

A Festa de Shavuôt acontece após a Páscoa. Isto se dá porque é necessário primeiro sair das terras do inimigo para depois iniciar a jornada para entrar em Canaã.
Israel deixou o Egito após celebrar a Páscoa e aí foi definido um novo marco na história do povo. Seria um novo começo. A saída do Egito, após a Páscoa, levou o povo diretamente ao deserto (lugar de provação) onde Deus provaria o coração do povo para depois introduzi-lo na terra que Ele havia prometido a Abraão e Moisés.
Mas mesmo após o livramento do Egito, os inimigos de Israel continuaram a perseguição até que Deus os afogou no Mar Vermelho. Deus estabeleceu então que o deserto seria o lugar onde aconteceriam grandes milagres e livramentos extraordinários, pois onde terminaram os recursos humanos, Deus se vale de Seu poder para suprir ao povo.
E, logo após a Páscoa nos temos a “Festa das Primícias”, "Festa de Pentecostes" ou “Shavuôt”.
  • É a época da colheita dos primeiros frutos: É lindo vermos que esta festa nos fala da colheita dos primeiros frutos que a terra produziu. É o tempo de receber os frutos da terra que foi abençoada por Deus. Então celebra-se a alegria de poder colher, e aqui vem então a ordem de Deus para festejarmos, levando à Deus estes primeiros frutos, que representam a força da terra, além de simbolizarem também o restante da colheita através da consagração dos primeiros frutos (Dt 26.2). Esta atitude mostra o nosso reconhecimento de que todas as bênçãos derramadas e manifestas de forma visível provêm de Deus e que também nós lhe devolvemos que Ele nos deu através das primícias.
  • A oração de confissão: Neste momento é que realmente agimos de forma positiva na entrega das primícias ao Senhor. Então chega o momento de confessar ao Senhor seus feitos passados e presentes, feitos estes que possibilitaram que o ofertante entrega-se-lhe as primícias. Naquele momento o ofertante se liga com Israel em sua história passada e presente e vê em si mesmo o cumprimento profético daquilo que fora dita a Israel. O fato de apresentar-se com suas primícias e a oração de confissão demonstram que o ofertante está profundamente ligado à Deus e que pela fé ele agora entra na dimensão profética da Palavra através de seu ato, mostrando-se diante de Deus para devolver aquilo com que Deus o abençoou.
  • É um tempo de profunda alegria: Ninguém deve aparecer diante de Deus triste nesta época, pois aqui não cabe tristeza, pois este é o tempo do reconhecimento do bem que o Senhor tem feito ao ofertante. É tempo de louvar; este é o momento em que o espírito do homem exulta de alegria perante o Senhor. Em Israel, a alegria é nacional... É o exteriorizar daquilo que está acontecendo no interior do ofertante, é quando ele “abre as comportas de seu coração” e despeja toda a sua alegria diante do Senhor. Mas é também um ato profético, pois quando agimos desta forma cremos que as bênçãos de Deus continuarão a nos alcançar e que o Senhor não deixará de nos visitar com sua presença vinda do alto. É Shavuot! É tempo de celebração! É tempo de profundo júbilo! Este é o tempo de profetizarmos a vitória em Shavuot!