sábado, 16 de fevereiro de 2013

Casamento e Noivado Judaico

CASAMENTO: No judaísmo, o casamento é visto como um vínculo contratual ordenado por Deus, no qual um homem e uma mulher se unem para criar uma relação na qual Deus está diretamente envolvido. Embora a procriação não seja o único propósito, um casamento judaico também é esperado para cumprir o mandamento de ter-se filhos. O foco principal centra-se em torno do relacionamento entre o marido e a esposa. No nível espiritual, o casamento é entendido como o significado de que o marido e a esposa estão se fundindo para formar uma única alma. É por isso que um homem é considerado "incompleto" se ele não for casado, como sua alma é apenas uma parte de um todo maior que continua a ser unificada.
É realizado dentro dos conceitos estabelecidos da Torá do Talmud e da Halachá. O casamento judeu diferente de um casamento cristão ou de outras religiões, pois tem todo um significado em cada etapa desde o dia do casamento até o ``Kidushin´´ a Consagração do casamento.
Segundo as Tradiçoes Rabinicas, Deus perdoa completamente qualquer pecado que os noivos tenham cometido em suas vidas, para que possam começar suas vidas de casados em um estado totalmente puro.
Relações sexuais regulares são esperadas entre o marido e a mulher. Esta obrigação é conhecida como "onah". Na tradição Judaica, relações sexuais são obrigação do homem para com sua mulher.

NOIVADO: Na lei judaica, um noivado (shidukhin) é um contrato entre um homem e uma mulher onde eles mutuamente se comprometem a se casar em algum momento futuro e as condições em ele deverá ser realizado. A promessa pode ser feita pelas partes pretendentes ou por seus respectivos pais ou outros parentes em seu nome. A promessa é formalizada em um documento conhecido como o Shtar Tena'im, o "Documento das Condições", que é lido antes do badekin. Após esta leitura, as mães da futura noiva e do noivo quebrar um prato. Hoje, alguns assinam o contrato no dia do casamento, alguns fazem-no como uma cerimônia anterior e outros não o fazem por completo.
Em comunidades Haredi, muitos casamentos são arranjados por um profissional casamenteiro ("shadchan") que recebe uma "taxa de corretagem" para seu serviços. Os pais podem estar ativamente envolvidos no processo de encontro do casal, mas o jovem casal não é obrigado a se casar. Oshiduch é, portanto, um sistema de apresentações organizadas, em vez de casamentos arranjados.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Retorno!!!

Bom dia!!!

Sei que por um longo hiato....rsrsrs...acabei me afastando do blog, por conta da correria das atividades e obras ministeriais de final de ano, e ainda, reuniões, mudanças e adaptações para o ano de 2013.

Muitas novidades, surpresas excelentes estão por vir!

Mas, organizando minha pasta de imagens do meu computador, encontrei várias fotos que servem para você ter a liberdade de criar, adaptar ou até mesmo copiar alguns modelos de vestes...

Uma ótima semana, abençoada na Presença do Senhor!!!

Obs.: as vestes aqui publicadas foram usadas em diversas apresentações (não somente para danças hebraicas, como também para qualquer tipo de adoração!!!).



Veste de Dança de Adoração/Hebraica















Veste Hebraica














terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Feliz Chanuká - I

Uma das maiores celebrações judaicas começou na noite deste sábado (07 de dezembro). Ano após ano, em Chanuká, as luzes são acesas em todos os lares judaicos e a chanukiyá (candelabro de oito braços) é colocada perto de alguma janela, onde possa estar de frente para a rua. Na primeira noite, acende-se a vela da extrema direita e, em cada noite subseqüente, acrescenta-se uma nova vela. Também há o costume de se jog
ar um jogo chamado “dreidel”, no qual utiliza-se uma espécie de peão e as crianças ganham prêmios como sonhos, nozes e balas. Outra importante prática de Chanuká é a doação de dinheiro aos menos afortunados. Chanuká traz a história da luz desafiando as trevas e transmite uma mensagem universal para todos os povos, nações e crenças, uma mensagem de liberdade do ser humano, da vitória do bem sobre o mal e da luz sobre a escuridão. As luzes de Chanuká, que devem sempre ser expostas em locais públicos, representam a liberdade e o respeito ao próximo e à sua identidade.



Fonte:  Federação Israelita de São Paulo (www.facebook.com/federacaosp).

sábado, 27 de outubro de 2012

Tabernáculo - Pia de Cobre - Cap. 32


EX 30.17-21; 38.8

Material Usado para Fazer A Pia
A única peça do Tabernáculo sem detalhes das suas dimensões. Feita “dos espelhos das mulheres que se reuniram para servir à porta da tenda da congregação” – Ex 38.8

Local e Uso da Pia de Cobre
A posição da Pia era “entre a tenda da congregação e o altar”, ou seja o Altar dos Holocaustos, Ex 30.18
O uso da Pia de Cobre era para Aarão e seus filhos lavar suas mãos e seus pés em água limpa quando entraram na tenda da congregação, ou quando chegaram ao altar para ministrar, Ex 30.19-21

O Significado da Pia de Cobre
A água na Pia de Cobre, como a água no batismo, representa a obra de Cristo ser suficiente de lavar-nos da condenação dos nossos pecados. A água do batismo manifesta como Cristo foi sepultado por nossos pecados e a Sua saída da água como Ele foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai (Rm 6.3-6). Assim “andemos nós também em novidade de vida”!
O fato que a Pia de Cobre era cheia de água e não de sangue representa que a lavagem constante que o povo de Deus necessitava é para ter comunhão e não para ser re-regenerado repetidamente. O sangue foi posto no Altar dos Holocaustos. A salvação não precisa ser refeita. Mas a água da Pia de Cobre nos ensina da necessidade de purificação constante para sermos aptos a servir e comungar com Deus. Isso se entenda também quando contempla que a Pia era feita dos espelhos das mulheres piedosas.
O fato que a Pia de Cobre foi feita dos espelhos das mulheres que serviram à porta da tenda da congregação deve nos ensinar de Cristo. Como qualquer mulher olha num espelho, e como as mulheres piedosas servindo ao Senhor ao redor da porta da congregação, os que olham à Palavra de Deus, que é como um espelho (Tg 1.23-25), se vêem necessitados a serem lavados repetidamente. Contudo que somos uma vez para sempre justificados pelo sangue de Cristo (I Co 6.11, “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus”; Hb 10.10, “Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez”), somos purificados continuamente quando confessamos nossos pecados, reivindicando o poder do Seu sangue (I Jo 1.8,9; Sl 51.2, “Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado”; Ef 5.26, “Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,”; Sl 119.9; Tt 2.14, “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras”). Assim entendemos como a Pia de Cobre ensina-nos da salvação de Cristo. Aprendemos também o bom proveito de olharmos continuamente à Palavra de Deus (Sl 119.9, “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra”).
Desde que a Pia de Cobre estava entre o Altar dos Holocaustos e o Santuário, somos também ensinados de Cristo. Entre o fato que Cristo é nosso Sacrifício idôneo no Altar dos Holocaustos e a verdade que Ele é o Nosso Grande Sumo Sacerdote ministrando por nós diante de Deus, temos o fato que Cristo, como Sacrifício e Mediador é inteiramente aceitável e santo ou limpo, algo que garante a satisfação do Pai. Se desejar ser aceita diante de Deus, é necessário ser primeiramente lavado pelo sangue de Cristo (Jo 13.8, “Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se Eu te não lavar, não tens parte comigo”). Uma vez lavado os pés, ou seja, regenerado, não é necessário de lavar repetidamente (Jo 13.10). Todavia, se desejar ter comunhão com Deus é necessário ser continuamente lavado pela água da Palavra de Deus (Ef 5.25-27).
As mãos e os pés dos sacerdotes tinham que ser lavados constantemente para não morrerem os Sacerdotes quando entraram na tenda para ministrar nas coisas sagradas, ou para não morrerem quando chegarem ao altar para ministrar, nisso aprendemos da natureza de Jesus Cristo (Ex 30.20, 21). Por Jesus ser divino e, ao mesmo tempo, ser homem sem pecado, Ele é completamente e constantemente limpo - I Pe 2.22, “O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano”. A palavra ‘engano’ “dolos” significa no grego engano, traição, deslealdade, cilada astuta, perfídia, (# 1388, Strong’s). Não há como Nosso Mediador ser pego na iniqüidade e assim ser condenado e morto algo que resultaria em nós ser deixados sem nenhuma salvação.
A lavagem das mãos e dos pés dos sacerdotes era muito importante ao Senhor; a atenção ou desatenção ao deste único detalhe fazia a diferença entre a vida ou a morte dos sacerdotes. Tal atenção de Deus Pai sobre os atributos daqueles que ministravam as coisas sagradas nos ensina várias verdades. Primeiramente a santidade de Deus Pai Quem exige tal lavagem constate é manifesta (I Pe 1.16, “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo”). Em segundo lugar, entendemos a pureza de Cristo Quem o nosso Mediador entre o homem e Deus (I Pe 2.22) e, finalmente, como o povo de Deus em geral, e o ministrante da Palavra de Deus em particular, devem ser constantemente adentro da Palavra de Deus para manterem-se capazes de entrar e sair da presença de Deus. O salmista nos relembra da necessidade de ser limpos quando diz: “Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação”, Sl 24.3-5). Note também como Davi ensina essa verdade pela sua pratica: Sl 26.6, “Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar”. Essas três verdades são enfatizadas pela qualificação: “será por estatuto perpétuo” (Ex 30.21).
Cristo não apenas nos lavou dos nossos pecados pelo Seu sangue (At 20.28; Ap 1.5), que foi aspergido no altar dos holocaustos (Hb 9.11-14; 10.10-14), mas Ele mesmo é lavado, ou seja, tem mãos santas e pés santos. Isso quer dizer que Ele é imaculado em tudo que opera e em qualquer lugar que for.
Cristo é qualificado para ser O Sumo Sacerdote dos pecadores arrependidos por ser limpo de todo e qualquer mancha, ruga ou algo irrepreensível (Hb 7.23-27). Se dependermos em Cristo para operar a nossa salvação (as Suas mãos), temos verdadeira esperança, pois o Seu trabalho satisfaz O Santíssimo Deus Pai (Is 53.10, 11; At 2.29-36). Se dependermos em Cristo para ir adiante de nós na presença de Deus (os Seus pés), temos uma verdadeira salvação, pois Cristo está assentado à destra de Deus e é certo que estaremos aonde Ele estiver (Jo 14.3; 17.24; Hb 10.11-13).
Nos atributos de quem depende a sua salvação?
Como vão as suas mãos e os seus pés? São lavados?

Autor: Pr Calvin Gardner