sábado, 1 de setembro de 2012

Rosh Hashaná (Shava Toná)- Ano Novo Judaico

Rosh Hashaná o que significa? Literalmente "Cabeça do ano", pois assim como a cabeça direciona cada membro do corpo, também a energia e as resoluções de Rosh Hashaná direcionam todos os dias do ano. Inicia-se o ano ao anoitecer, o que quer dizer que a muito tempo atrás quando Deus criou Adão e deste ato nasceu o Rosh Hashaná que é uma época em que o judeu fica mais próximo de D-us. Se cremos no Mashiach – Yeshua - fomos “inscritos” no “Livro da Vida”. Segundo a tradição judaica, dez dias mais tarde, em Yom Kipur, o Livro é selado. Através do arrependimento, da oração e do cumprimento dos mandamentos da Torah, podemos merecer as bênçãos de D'us para saúde, bem-estar e prosperidade para o ano que se inicia.

  • YOM HAZICARON dia da lembrança de que seremos julgados e devemos nos arrepender;
  • YOM TERUÁ  dia do toque do shofar;
  • YOM HADIN dia do julgamento.

O Shofar

Conhecido por mais 03 (três) nomes:
Este dia sagrado se celebra no 1º dia de TISHREI, entre setembro e outubro.
No livro de Levítico está escrito que no 1º dia do 2º mês, se guarde um dia de repouso anunciado pelo toque do shofar.
Este dia conhecido como o ano novo judaico, é o primeiro dos dez dias de penitência, um período de autocrítica espiritual que termina com Yom Kippur.
O dia do julgamento, de acordo com a Tora, é somente um dia, no tempo dos profetas foi incrementado mais um dia.
Na atualidade passaram a ser 02 (dois) dias sagrados, tanto em Israel como na diáspora.
A idéia dos dias de reverência é uma oportunidade especial que o Divino Criador nos concede para nos arrependermos de nossos maus atos e nos acercarmos a ele para pedir-lhe um julgamento favorável.
Em geral é considerado o dia em que o Criador julga individualmente os homens e seus atos, o julgamento tratará de tudo que acontecerá no ano que começa.
O julgamento é uma necessidade do homem para balançar os seus atos e sua conduta.
Desta maneira, ao refletir poderá corrigir os seus atos, seu caminho de vida, modificando-os para o bem.
Neste dia desempenha em papel importante o shofar, cuja o som é considerado desde os primórdios um chamado ao arrependimento, anunciando que os YAMIM NORAIM (DIAS TEMÍVEIS – ROSH HASHANA E YOM KIPUR), é parte integrante do serviço religioso de Rosh Hashana sendo ouvido mais de 100 (cem) vezes durante a cerimônia do dia.
Rosh Hashana é também considerado como o aniversário da criação, particularmente no 6º dia quando foram criados ADÃO E EVA (Por isso se considera apropriado o homem ser julgado no dia em que foi criado).
Também é provavelmente o dia do sacrifício de Issac, quando a demonstração suprema de fé de Abraão, ante o pedido de sacrificar o seu filho, e com a sua obediência, vinculou o povo judeu ao Eterno.
Rosh Hashana é um dia temível mas também festivo devido que o povo judeu tem a convicção de que HASHEM na sua infinita misericórdia o perdoará.
Mas não numa falsa convicção de que estamos corretos, muito pelo contrário sabemos que a nossa dívida com o Eterno é grande e por tudo que por Dele recebemos e por nada ou tão pouco que retribuímos, pediremos a Ele neste momento de graça que nos conceda uma nova chance.
É uma MITSVA da TORAH escutar o toque do SHOFAR neste dia.
Quando for tocado precisamos ter a intenção de escutar para cumprir a Mitsva e deve inspirar em nosso coração o desejo de fazer TESHUVA.
O SHOFAR é um instrumento musical feito de chifre de carneiro (o qual precisa ter sido abatido ritualmente, de preferência deve se utilizar um chifre curvo (simbolizando a nossa submissão ao criador).
Mulheres e crianças não podem tocar o Shofar para os homens.
As mulheres podem tocar o Shofar para elas mesmas, mas é preferível que um homem toque para elas.
Aquele que toca o Shofar para as mulheres não dirá as Berashot, nem elas dizem também.
Como as TEKIOT tem o poder de transformar a justiça em misericórdia, precisamos escolher um TOKEA (nome dado ao músico que toca o Shofar), piedoso que cumpre os preceitos diligentemente. Este deve se purificar antes do dia começar.
Aquele que por algum impedimento físico ou de saúde, que não escutou o toque do Shofar na sinagoga, precisará contratar os serviços do Tokea para escutar em casa.
No momento das TEKIOT devemos por o máximo de atenção, pois só cumpriremos a Mitsva se não deixarmos um som se quer.
A mulher que não escutou o Shofar na sinagoga, precisará contratar o TOKEA e escutar em casa.
Não é permitido comer antes de escutar o Shofar, as pessoas idosas ou fracas não precisam esperar.
Não se toca o Shofar no SHABAT. Não se toca instrumentos musicais no SHABAT.
SÃO EMITIDOS 03 (TRÊS) TIPOS DE TOQUES DO SHOFAR:TEKIAH – SHEVARIN - TERUAH;
Entre os quais existem uma série de diferentes toques, somando no total mais de 100 (cem). Se o músico não completar os toques, poderá ser substituído por outro, com a devida autorização rabínica. Se o músico toca para várias sinagogas, deverá dizer em todas elas as bênçãos apropriadas, pois tem a intenção de fazer cumprir a Mitsva em todas elas.
Fonte: http://www.shemaysrael.com

Tabernáculo - Altar de Cobre ou do Holocausto - Cap. 27


ÊX 27.1-8; 38.1-7; HB 10.1-14

O Cobre ou O Bronze
Às vezes, nas versões diferentes da Bíblia, a palavra bronze é usada no lugar da palavra cobre para descrever a mesma coisa. São palavras similares. Similar por que o bronze ou latão é uma liga de estanho (0-1%), zinco (14-22%) e de cobre (63-85%). Pela proporção do cobre ser maior nessas ligas, o bronze pode ser traduzido pela palavra cobre. Às vezes o bronze, quando com uma grande proporção de zinco, é traduzido latão reluzente (Ap 1.15; 2.18).

Cristo e o Altar do Holocausto
O Significado de Cobre ou Bronze no tabernáculo é julgamento, pois muitas das vezes que a palavra ‘bronze’ ou ‘cobre’ é usada pela Bíblia ela é usada num caso de julgamento. Lembramo-nos que a serpente ardente, ou seja, feita de metal reluzente (bronze), levantada no deserto representava Cristo levantado na cruz, na ocasião que foi moído pelas transgressões de todo pecador que se arrepende e crê nEle pela fé (Nm 21.7-9; Jo 3.14-19).
Desde que no rolo do livro, o princípio dele, está escrito de Cristo (Sl 40.7; Hb 10.7), e por causa das Escrituras testificam de Cristo (Jo 5.39), devemos procurar Cristo no Altar do Holocausto. Quer dizer, se desejamos manejar bem as Escrituras, procuraremos por Cristo em toda parte do Tabernáculo.
Na entrada da Porta Única do Tabernáculo, imediatamente e assim que entre, se encontra o Altar do Holocausto (termo usado 18 vezes pela Bíblia) que é também conhecido como o Altar de Cobre (Ex 38.30; 39.39; I Rs 8.64; II Rs 16.14, 15; II Cr 1.5, 6); Altar de Bronze, Ez 9.2, e Altar dos Holocaustos (I Cr 16.40). É a primeira peça vista das sete peças dos móveis do Tabernáculo.
A colocação do Altar do Holocausto logo na entrada deste lugar onde Deus habita com Seu povo ensina verdades. O pecador arrependido que deseja entrar na presença de Deus, tem que passar pelo julgamento dos seus pecados primeiramente. Não há como negar tal fato pois Cristo é a Primeira e a Última mensagem da Palavra de Deus (João o Batista, Mt 3.2; Jesus 4.17; os apóstolos, I Co 15.1-4; o Alfa e o Ômega, Ap 1.4-8). Se os seus pecados não forem tratados em Cristo primeiramente, não há esperança de comunhão com Deus (Jo 14.6; At 4.12; Rm 5.12; I Co 3.11).
O Altar do Holocausto sendo feito de madeira de acácia e coberto de cobre representa Jesus tanto como o sacrifício quanto o altar. A sua humanidade é simbolizada na madeira de acácia, e a Sua divindade, que sustentou a Sua natureza humana no juízo, é simbolizada pelo cobre que cobriu a madeira (J. Gill). Deus preparou o sacrifício idôneo com um corpo (Hb 10.5, 10). Se qualquer pecador tiver a mínima esperança de entrar na presença de Deus, a primeiríssima necessidade é tratar com seus pecados, e isso é exclusivamente pelo corpo de Jesus Cristo. Sim, se estiver cansado da opressão do pecado, venha “a Mim”, diz o Cordeiro de Deus (Mt 11.28; Jo 1.29, 36).
O fogo neste Altar do Holocausto era constante, pois os holocaustos eram constantes. Além dos sacrifícios trazidos durante o dia todo, os sacerdotes ofereceram “dois cordeiros de um ano, cada dia, continuamente”. Um cordeiro foi oferecido pela manhã, e o outro cordeiro foi oferecido à tarde (Ex. 29.38, 39). Deus desejava um contínuo e ativo sacrifício para Lhe agradar. Desde que o homem é um pecador contínuo, ele necessita um sacrifício contínuo. Nisso Cristo é tudo que Deus requer e sempre tudo que o pecador necessita. Cristo é a eterna redenção. Ele ofereceu-se a Si mesmo imaculado a Deus, “uma vez”, “pelo Espírito eterno”, e está assentado à destra de Deus havendo oferecido “para sempre um único sacrifício pelos pecados” (Hb 7.25-28; 9.13, 14; 10.10-14). Quem tem os pecados julgados por Cristo tem vida eterna!
Podemos também entender pelo fogo constante que o pecado, aonde for achado, é sempre julgado. “A alma que pecar essa morrerá” (Ez 18.20). O pecado é sempre odiado pelo Deus em Quem não há trevas nenhumas (I Jo 1.5). Não há outro fim do pecado a não ser a separação de Deus eternamente (Rm 6.23). O sangue dos sacrifícios dados neste Altar do Holocausto nunca podia purificar as consciências dos que os ofereceram. Mas o sangue de Cristo, que pelo Espírito Eterno, Se ofereceu a Si mesmo imaculado a Deus, por Esse sacrifício eterno, tanto os pecados são lavados quantos são purificadas as consciências. Sendo lavado e purificado por Cristo, os salvos são incentivados a serví-LO com todo louvor de gratidão (Hb 9.13-15; 10.19-25).
As quatro pontas nos seus quatro cantos neste Altar do Holocausto representam a salvação por Cristo. As pontas são tanto um adorno como também auxílio para segurar o sacrifício (Sl 118.27). Simbolizaram a força de santidade. Sobre elas foi posto o sangue dos holocaustos (Ex 29.12; Lv 4.7-34). Portanto, quem oferece um holocausto com fé na representação do sacrifício, a força do sacrifício para com Deus estaria com tal pecador arrependido. Há um caso bíblico de um, sem ter um coração verdadeiro para com o Altar, que buscou a força e proteção das pontas, mas este foi destruído (Joabe, I Reis 2.25-34). Outro, com um coração reto, foi confortado (Adonias, I Rs 1.51-53). Não era somente a ação para com o Altar necessária, mas um coração reto para com Deus para conhecer pessoalmente o benefício da força da santidade que vem pelo sacrifício de Cristo.
As quatro argolas e os varais de madeira de acácia e cobertos de cobre representam o fato que aonde o povo de Deus for e aonde for a presença de Deus o julgamento e sacrifício do pecado vão juntos. Sempre que o povo de Deus ora ao seu Pai Celestial, adora o Deus em Espírito e em verdade, ou de outra forma comunga com Deus onde tudo é feito “em nome de Jesus”. É pelo sacrifício de Jesus que oramos pois Jesus abriu pelo Seu corpo o véu que separava-nos do lugar santíssimo. Adoramos a Deus corretamente só se Ele foi julgado por nossos pecados e a nossa comunhão é com o Pai, e com Seu filho Jesus Cristo.
É dito que o Altar do Holocausto era oco e feito de tábuas (Ex 27.8). Oco para receber os sacrifícios e a madeira usada para queimar os sacrifícios. Feita de tábuas, mas essas eram cobertas com cobre. Cristo, o sacrifício, oferecido por Si mesmo, o Altar do julgamento de Deus, pelo pecado posto sobre Ele. Neste sacrifício a Sua humanidade foi exposta ao fogo consumidor de um Deus justo e irado. A Sua humanidade não foi consumida por ser coberta por Sua divindade que O sustentou nessa hora. Temos um verdadeiro sacrifício peculiar em Cristo. Ele não pode ser substituído, imitado, ou descartado por ninguém, seja homem bem intencionado ou religião bem estruturada. A obra da salvação é inteiramente por Jesus, nada restando para o homem fazer. É tudo pela graça, nada pelas obras do pecador. O pecado não julgado em Cristo é o pecado que ainda está descoberto para ser julgado diante de Deus (Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.”). A chamada do Evangelho não é, “Faça”, mas, “Arrependa-se e creia nAquele que ‘fez’” (Jo 19.30, “Está consumado”; Hb 12.2, “Jesus, o Autor e Consumador da fé”). Além do sacrifício de Cristo, o Altar era para ser oco.
Tem sido os seus pecados julgados em Cristo, o Sacrifício idôneo pago no único altar do Holocausto que Deus aceita? Se forem pagos por Cristo, tem uma eterna redenção. Está livre para servi-Lo com consciência limpa enquanto Ele lê da vida.

Autor: Pr Calvin Gardner

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Tabernáculo - Porta da Tenda - Cap. 26


EX 26.36-37; 36.37-38

O Primeiro Véu e O Céu
A “Porta da Tenda” é entendida a ser o ‘primeiro’ véu do Tabernáculo. Essa porta é antes do “Segundo Véu” (Hb 9.2,3), portanto é o “Primeiro”. Essa porta, o primeiro véu, abria para a primeira parte do Tabernáculo onde os sacerdotes cumpriam “os serviços” (Hb 9.6-10). Desde que o Tabernáculo representa, em figuras, a nossa salvação feita no céu, a “Porta da Tenda” e os próprios serviços na tenda nos ensinam verdades espirituais.
Como é mister andarmos no temor de Deus diante de tais verdades gloriosas! O Grande Sumo-Sacerdote, Jesus Cristo, ministrando nos gloriosos serviços para a nossa salvação e vida espiritual contínua. Ele é a luz do Candelabro; Ele é a nossa nutrição espiritual no Pão da mesa da proposição; Ele é a fonte da Oração perfumada subindo constantemente do Altar do Incenso para Deus. Para entrarmos nesse santuário, para crescer espiritualmente, e para servir o verdadeiro Deus, temos de entrar por Jesus Cristo, a Porta da Tenda. Procurando servir Deus de outra forma traz maldição (Gl 1.8, 9), e condenação (Jo 3.36).
Sim, devemos buscar primeiro o reino de Deus (Mt 6.33). Devemos ser espirituais atentando nas coisas que se não vêem (II Co 4.18), ou seja, devemos andar pela fé. Para ver as glórias do céu e reconhecer todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais que temos em Cristo, devemos andar no Espírito (Gl 5.16-18, 24-26).
Está olhando a Cristo! Está andando no Espírito?

O Evangelho e A Porta
No Tabernáculo agora e depois no Templo de Salomão, todas as glórias de Deus reveladas por estas estruturas estavam fora da vista do povo. A gloriosa presença e reluzente glória de Deus estavam escondidas! O maravilhoso serviço do Sumo Sacerdote, o Mediador, não foi conhecido por perto, pois estava escondido atrás desta Porta da Tenda. A constante luz do candelabro, a posição do pão da proposição, e o cheiro do incenso poderiam ser apenas imaginados pelo povo. As figuras são gloriosas em significado, mas o verdadeiro e atual mais glorioso ainda. Tanto a glória da figura quanto o maravilhoso e estupendo resplendor do Verdadeiro são escondidos de todo o povo a não ser pelo Evangelho.
É pelo Evangelho que todo essa glória é trazida à luz e à revelação. O evangelho é Cristo (I Co 15.1-4)! Cristo, o “Deus conosco”, é a atual presença da Imagem de Deus e o verdadeiro resplendor da Sua glória (Mt 1.21; Hb 1.3). Cristo é o Sumo Sacerdote e o Mediador que cumpre todo o serviço no céu (I Tm 2.5,6). Ele é a nossa Luz (Jo 8.12). Cristo é o nosso Pão, a nossa comida espiritual (Jo 6.53-63). Cristo intercede por nós, assim sendo o nosso Incenso queimando no altar de incenso e que sobe ao céu (Jo 17.9-11; Hb 7.22-25).
Se qualquer pessoa tiver esperança alguma para participar da natureza Divina, escapar da corrupção que pela concupiscência que há no mundo, é necessário estar em Jesus Cristo. Por isso o apóstolo Pedro nos ensina que a graça e paz nos são multiplicadas pelo conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor. Não podemos conhecer tudo o que diz respeito à vida e piedade sem o conhecimento de Deus por Jesus Cristo. Se não passarmos pela “Porta da Tenda” não podemos conhecer nem servir Deus (II Pe 1.1-6).

A “Obra de Bordador’ e a “Obra Prima”
Êxodo 26.36 nos diz que a porta da tenda será “de obra de bordador”. Êxodo 26.31 diz que o segundo véu, ou o véu do tabernáculo, será de “obra prima”. Êxodo 27.16 diz que a porta do pátio será de “obra de bordador”. A diferença da “obra de bordador” e da “obra prima” tem algo para nos ensinar da vida espiritual. A “obra de bordador” é uma obra de agulhas e a “obra prima” de tecelagem. A “obra de bordador” fará que a porta tenha somente um lado com enfeite enquanto a “obra prima” fará que o véu do Tabernáculo tenha ambos dos dois lados com enfeites.
O significado parece ser isso: quando entramos pela Porta do Pátio e pela Porta da Tenda entramos com um olhar intenso para frente, ou seja, para aquilo que vem depois da nossa entrada. Quando, pelo corpo de Cristo, o Véu do Tabernáculo, entramos direto na presença de Deus no lugar santíssimo para ficar. Adoramos a Deus constantemente neste lugar glorioso. Olhamos-nos ao nosso redor contemplando as glórias de Deus e do Seu Filho Jesus Cristo. Relembramos-nos da glória de Cristo ensinada pelas cores deste Véu e exaltamos Cristo satisfazendo a autoridade e poder judicial representada pelos querubins neste Véu.
Aquilo que nos relembra da autoridade e poder judicial é a imagem do querubim que somente está feita de obra prima no Véu do Tabernáculo. A ausência do querubim na porta do pátio e na porta da tenda parece nos ensinar, para o pecador arrependido, a compaixão de Deus. Ao pecador arrependido, já convicto da sua culpa, não é necessário mostrar o Seu poder judicial. Todavia este necessita a compaixão de Deus através de Jesus Cristo. Ao pecador cansado do seu pecado Jesus diz: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve”, Mt 11.28-30. Virá a Cristo Jesus?

A Porta da Tenda e A Responsabilidade Pessoal
Há grande valor monetário nos móveis do tabernáculo. Há grande beleza nas cortinas que cobrem o tabernáculo. Nesta Porta da Tenda, não existe maneira de barrar os ladrões ou pessoas mal intencionadas de aproveitar criminalmente as suas glórias. A proteção é a vigilância dos próprios sacerdotes. Isso nos lembra a responsabilidade dos pastores nas suas igrejas e os cristãos dos seus testemunhos. Os pastores devem olhar por eles mesmos e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo os constitui bispos. Este olhar é para apascentar aquilo que Cristo resgatou com o Seu próprio sangue (At 20.28). Este olhar não é pelo lado social das ovelhas, mas pelo lado espiritual delas. As belezas de Deus em Cristo são conhecidas e protegidas pela declaração e obediência à doutrina que foi dada uma vez aos santos pelos próprios discípulos da Verdade (I Tm 4.16; Jd 1.3). Cristo também Se empenha pois Ele está conosco “até o consumação dos séculos” e compadecendo por nós perante a face de Deus (Mt 28.20;Hb 9.24).
Deus é glorioso e Onipotente. Ninguém pode mudá-Lo. Todavia, o testemunho nosso dEle pode ser roubado se não vigiamos a nós mesmos (I Tm 1.19). Portanto, seja vigilante e não ignore os ardis de Satanás (II Co 2.11; I Pe 5.8, 9) nem confie no seu coração que é enganoso (Jr 17.9).

Autor: Pr Calvin Gardner

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Tabernáculo - Véu - Cap. 25


ÊXODO 26.31-37
Introdução
O titulo dessa mensagem sobre o véu do Tabernáculo poderia ser: De Separação À Entrada Ousada. O véu era posicionado entre o santuário, onde o sacerdote ministrava pelos outros, e o lugar santíssimo, onde Deus habitava entre os querubins sobre o propiciatório da arca do testemunho ou da aliança. Fez separação entre o que não era santo e Aquele que é santíssimo.
O Tabernáculo, com todas as cerimônias ritualísticas, não passou a ser nada mais além de “a sombra dos bens futuros” (Hb 1.1; 10.1). Por mais bela a sombra esteja, ela não é o Verdadeiro.
O véu do Tabernáculo representava uma triste verdade: o homem é pecador e é vedado O caminho para ele ir sozinho a Deus (Ex 26.33; Lv 16.2, “que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque Eu aparecerei na nuvem sobre o propiciatório”; Is 59.1-3, “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”; Rm 3.23, “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”).
Enquanto o véu ficava no seu lugar a consciência pesada do homem existia. Enquanto o véu separava o homem pecador do Deus santo, o pecador teve medo do julgamento do seu pecado por este Deus que é um fogo consumidor (Hb 10.2,3).
A entrada ousada na presença deste Deus é uma realidade hoje através de umas condições, condições estas que foram preenchidas completamente e somente por Jesus Cristo.

O Material Usado na Construção do Véu do Tabernáculo – Ex 26.31
O véu do Tabernáculo era feito de linho fino torcido com azul, púrpura, carmesim, com a imagem de querubins de obra prima bordada nele. Desde que tudo no Tabernáculo eram sombras ou tipos simbólicos de Cristo, esse material apontava ao Cristo.
O azul representava: Natureza Celestial de Cristo, Cristo O Espiritual, ou homem celestial, I Coríntios 15.47,48; João 1.18; Hebreus 7.26; a origem celestial de Cristo.
A púrpura representava: Realeza, Soberania de Cristo, o “Rei dos reis, e Senhor dos senhores”, Apocalipse 19.16; Marcos 15.17-18.
O carmesim representava: Sacrifício, Apocalipse 5.9-10; Números 19.6; Levítico 14.4; Heb 9.11-14, 19, 23, 28.
O linho fino representava: Justiça, Cristo é o Justo, e os que são dEle tem a Sua justiça, II Coríntios 5.21; Apocalipse 19.8; I Coríntios 1.30. Sendo torcido, era dobrado o fio seis vezes fazendo o véu grosso e pesado (Gill).
O branco, do linho fino torcido representava: perfeição, pureza e santidade de Deus em Cristo, e aos que são lavados no sangue de Cristo (Ap 7.9-17; Sl 132.9).
Os querubins representavam: somando tudo que fala dos querubins pela Bíblia podemos resumir que eles representam a autoridade e poder judicial de Deus (Gn 3.24). Não há como chegar a Deus sem responder pelo julgamento dos pecados. Pelos querubins terem presença no véu do Tabernáculo entende-se que a entrada à presença de Deus é somente através do julgamento dos pecados. Assim aponta ao Cristo: O Espiritual com natureza celestial (azul), O Soberano (púrpura), O Sacrifício idôneo (carmesim), O Justo (linho fino) e O Perfeito (branco do linho fino). Cristo, nessas qualidades, deu-Se a Si mesmo na cruz, recebendo assim o julgamento do pecado de todo pecador arrependido (II Co 5.21; Tt 3.5; I Pd 1.18-21) e repassando à estes as Suas justiças (II Co 5.21; I Pe 3.18).

A Posição do Véu no Tabernáculo – Ex 26.32-35
O véu do Tabernáculo fazia separação entre o santuário e o lugar santíssimo. Dentro do véu era a Arca do Testemunho. Fora do véu eram a mesa e o candelabro.
O véu do Tabernáculo foi pendurado debaixo dos colchetes sobre quatro colunas de madeira de Acácia, representando a humanidade incontaminável de Cristo. Essas colunas eram cobertas de ouro, representando a divindade pura de Deus. Cristo é tanto homem quanto Deus, fatos declarados pela simbologia destas colunas que existem para que o véu do tabernáculo fosse pendurado.
As bases que fixava as colunas no lugar eram de prata. Prata representa a redenção por ser ela a moeda da expiação (Levítico 5.15; 27.3; 6,16; Êxodo 30.12-16; Números 18.16).
O fundamento destas bases era a redenção. A redenção, representada pela prata, é a base da encarnação de Cristo, representado pelas colunas. A entrada à presença terrível de Deus é somente pelo julgamento dAquele que é Celestial, Soberano, o Puro Sacrifício Eterno e Justo, o Único que pode agradar a Deus, o Seu Filho Unigênito, O Jesus Cristo.

A Representação do Véu do Tabernáculo – Hb 10.1-23; Is 53.10-12
O véu a todos mostrava a separação do homem do Santo Deus. Por Deus ser santo, e o homem ser destituído da glória de Deus, ou seja, da glória da santidade, há separação (Is 59.1-3).
O véu mostrava a maneira de aproximação do homem pecador para o Santo e Glorioso Deus. Essa aproximação era somente por um sacerdote idôneo e somente com sangue (Lv 16.14; Jo 9.7, 14).
Cristo é Quem foi representado pelo véu do Tabernáculo (Hb 10.19, 20, “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,”; Ef 2.12-16; Cl 2.13-15; 3.7-11). Cristo é a Entrada – Isa 53.10, 11. Por Ele, o pecador arrependido e crente pela fé em Cristo Jesus, não apenas tem entrada à presença de Deus, mas, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus (Hb 10.19).
Cristo, em Hb 10.10-23, é o grande Sacerdote que se ofereceu a Si mesmo como o verdadeiro sacrifício aceitável que purifica os nossos corações da má consciência (v. 12-14, 21, 22). Ele é o sangue que abriu o caminho pelo véu (v. 19), sendo Ele mesmo o próprio véu e o Caminho novo e vivo a Deus (v. 20; Jo 1.29; 14.6). Tudo o que Ele é foi aceito pelo Pai e percebemos isso na Sua morte (Mc 15.38, “E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo”), na Sua ressurreição (At 17.30,31, v. 31, “Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos), e na Sua ascensão (Jo 7.39; At 2.31-36, v. 33, “De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis”).
Por Cristo ser tudo na aproximação do pecador remido a Deus, somos incentivados a reter firme a confissão da nossa esperança, a estimular uns aos outros às boas obras e congregar sempre que temos oportunidade; porque fiel é Ele que prometeu tais bênçãos (v. 23-25).

Conclusão
Cristo é a gloriosa e única entrada à presença de Deus. Ele é somente a entrada para os que se arrependeram dos seus pecados e creram nEle pela fé. Como é contigo e Deus? É ainda separado, ou tem ousadia para entrar? O diferencial é Cristo, o próprio véu e o caminho para Deus.

Autor: Pr Calvin Gardner

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Tabernáculo e as Tábuas - Cap. 24


EX 26.15-30; 36.20-34

Material: Madeira de acácia – para as tábuas - v. 15; para as travessas – v. 27; Bases – duas bases de prata para cada tábua, v. 19; Prata – para as duas bases de cada tábua – v. 19, 21, 25; Ouro – para cobrir as tábuas – v. 29; para fazer as suas argolas – v. 29; para cobrir as travessas - v. 29.

Posição das Tábuas - Verticalmente – v. 15

Medida: Comprimento – dez côvados, v. 16; Largura – um côvado e meio, v. 16.

Estrutura: Cada tábua com dois encaixes, travados um com o outro encaixe – v. 17; Duas bases de prata debaixo de uma tábua para os seus dois encaixes – v. 19; Os cantos ajuntados por baixo numa argola e também em cima – v. 24; Travessas, cinco em número para cada um dos dois lados das tábuas do tabernáculo, e para os dois lados do tabernáculo – v.26-27; Uma travessa central no meio das tábuas, de uma extremidade até à outra – v. 28.

Número: 20 – lado meridional (sul) v. 18; 20 - lado norte v. 20; 6 – lado ocidente (oeste) + dois para os cantos, somando 8 para o lado ocidente – v. 22, 23; Lado oriente (leste) – nenhuma tábua, pois para o lado leste era porta da tenda, uma cortina – v. 36, 37 e suas cinco colunas com bases de cobre, e, dentro da estrutura, um véu, sobre suas quatro colunas com bases de prata, separando o lugar santo do lugar santíssimo – v. 31-34.

v. 30, “Então levantarás o tabernáculo conforme o modelo que te foi mostrado no monte”
Significado: Se essas coisas eram feitas, e Deus desejou que fossem escritas essas coisas que foram feitas, e se essas coisas eram “a sombra dos bens futuros”, ou seja, símbolos da Pessoa e obra de Jesus Cristo, seremos então bem instruídos se estudássemos esse assunto do Tabernáculo.

Como são as tábuas do tabernáculo uma “sombra” de algo bem no futuro? Essa sombra foi revelada no Novo Testamento? Se já foi, como?

O material usado para fazer essas tábuas aponta a Jesus de várias maneiras.

A madeira de acácia, como já estudamos, aponta à humanidade de Jesus. Deus Filho foi feito homem (Jo 1.1, 14). Este homem-divino é Jesus (Mt 1.23). Ele nasceu de uma mãe virgem, cresceu em estatura e em conhecimento, e chegou a ser adulto. Como uma árvore adulta passa por todos os tipos de clima, Jesus foi tentado como nós em tudo e passou pelas tribulações de todos os homens. Não igual às árvores, que podem ser torcidas e destruídas pelas tempestades, Jesus não se quebrou, ou seja, não pecou, em nenhum caso (Hb 4.15). Por isso somente Ele pode ser o perfeito Salvador dos pecadores que se arrependem e crêem nEle pela fé nas Escrituras. Como uma árvore de acácia é completa em si mesmo, podendo se manter com as raízes, se proteger dos insetos com as propriedades da sua madeira, durar quase perpetuamente, se multiplicar, assim Jesus é um Salvador completo. Ele não precisa de complementos para salvar o que havia perdido. Pela Sua carne desfez tudo o que era contra o pecador que vem a Ele pelo arrependimento e fé nEle (Ef 2.15, “Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz”). Quando Deus vê o trabalho de Jesus Cristo, Ele fica inteiramente satisfeito (Is 53.10, 11). Sem a mãe dEle, sem as ordenanças de qualquer igreja, sem a futura obediência de qualquer pessoa no céu ou na terra, a salvação por este homem-divino, Jesus Cristo, é completa (Hb 7.25, “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”; 1 Pd 3.18, “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;”). A mensagem do evangelho é: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Pecadores cansados com o pecado estão dirigidos a Cristo! Vinde a Mim! Venha então se arrependendo do pecado e crendo pela fé na obra completa, perfeita e satisfatória de Cristo!

A habitação de Deus com o Seu povo é pela qualidade de Cristo ser humano, Jesus.
O Ouro que cobriu as tábuas aponta a Jesus como Deus (Mt 1.23, “Deus conosco”; “habita nEle toda a divindade”, Cl 2.9). Sendo Deus Ele pode dar vida nova e vida eterna para todos que venham a confiar nEle de coração (Jo 10.10, “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”; 3.16, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”; 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece”). Cristo é Deus e assim sendo, pode salvar todos que venham a Ele pela fé.

A habitação de Deus com o Seu povo é pela qualidade de Cristo ser divino, Deus.
As Bases e Os Encaixes - O Pastor Ron Crisp, nos seus estudos sobre o livro de Êxodo diz o seguinte sobre a prata e os encaixes:
“Os judeus com vinte ou acima de vinte anos deveriam dar metade de um siclo de prata ao Senhor como oferta de expiação (Êxodo 30:11-16). Isto seria usado no Tabernáculo (Êxodo 30:16). Esta moeda de metade de um siclo era de muito leve, no entanto, foram recolhidas 603.350, pois representavam o número de homens (Números 1:46). Seis mil destas moedas formavam um talento. Esta prata que ao ser juntada gerou cem talentos, foi depois transformada em cem encaixes, pesando um talento cada um. Os 7/12 dos talentos restantes foram deixados para serem utilizados na parede do pátio.

“É muito instrutivo o fato da prata dos encaixes ter vindo do dinheiro da expiação ou redenção. A redenção é o fundamento de tudo o que Cristo faz pelo Seu povo. Todos necessitavam de redenção. O mesmo valor seria pago tanto pelo rico quanto pelo pobre (Gálatas 3:13). Estes encaixes de prata eram figuras da verdadeira redenção que Cristo fez por Seu povo (I Pedro 1:18-19).”

Os dois encaixes fixados em bases de prata (cada um 57 quilos de prata), mostram a vida de Cristo completamente e bem fixada no trabalho dEle de ser o Redentor. A obra de Cristo não foi para outra razão a não ser o Redentor para os homens perdidos (Jo 4.34). Essa obra Ele consumou integralmente (Jo 17.4, “tendo consumado a obra que Me deste a fazer”; (19.30, “Estás consumado”; Fl 2.8, “foi obediente até a morte, e morte de cruz”). O pecador é salvo por Cristo pois Ele foi o sacrifício determinado por Deus, veio em obediência fazer essa obra e por fim, consumou tudo. O sinal que Deus O aceitou e julgará todos por Ele é entendido pelo fato que Deus O ressuscitou dos mortos e O aceitou no céu e exaltou-O soberanamente (At 17.31; Fl 2.9-11). A salvação por Cristo é bem fixada! Deus O exaltou para isso e não aceitará nenhum outro salvador. Os salvos por Cristo são bem fixados! Deus guarda os Seus para não perder nenhum nunca (Jo 10.28, 29).

A habitação de Deus com o Seu povo é alicerçada sobre a obra de Cristo como Redentor.
A Posição das Tábuas e As Cinco Travessas:
Poderemos falar do fato que as tábuas foram fixadas verticalmente que poderia apontar ao fato que Jesus véu do céu e voltou ao céu e levará os Seus ao céu com Ele (Jo 3.13; 6.33, 38, 50-51; I Ts 4.13-18).

Poderíamos falar também das cinco travessas que poderiam falar dos vários atributos de Cristo que unifica toda parte da Sua obra, tais como o amor sem medida, a compaixão pelos pecadores, a Sua justiça perfeita, a onipotência, e a onisciência.

Poderíamos falar da travessa central que foi no meio das tábuas, passando de uma extremidade até à outra um fato que poderia apontar à verdade do atributo da eternidade de Jesus como Salvador. Ele foi amado pelo Pai da fundação do mundo junto com os que o Pai Lhe deu (Jo 17.23, 24) e ama os Seus pela eternidade (Rm 8.35-39). Poderia apontar à graça de Deus que é vista em todas as Suas obras referentes à habitação de Deus para com o Seu povo (Gn 3.15; Dt 7.7, 8; Jr 31.33, 34; Jo 1.14; At 15.11; Rm 3.24; 11.6; Ef 2.8, 9; II Tm 1.9).

Os Lados do Tabernáculo
O fato que o tabernáculo tinha quatro lados com dois lados iguais de vinte tábuas poderia nos ensinar o fato que todos os salvos, sejam do ocidente, norte ou sul, de um lado (judeu) ou de outro lado (gentio), todos são unidos por Cristo (Cl 3.11, “Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos”).

Não seria fora de cogitação pensar que as tábuas representam os salvos, por serem em Cristo, são edificados para morada de Deus em Espírito, ou seja, os seus corpos são a habitação de Deus pelo Espírito Santo (Ef 2.22; I Co 6.19). Devemos frisar que a habitação de Deus entre o Seu povo é por Jesus Cristo.

A habitação de Deus com cada um dos Seus de todas as nações, e línguas, e tribo é feita completa pelo fato de todos eles serem em Cristo e Cristo neles.
Vê a necessidade de estar em Cristo? Está nEle? Entra nEle se arrependo dos seus pecados que te condena e creia pela fé em Cristo que foi dado por Deus ser o Substituto perfeito dos pecadores.

Os que já foram feitos habitação ou “morada de Deus pelo Espírito Santo” têm a responsabilidade de cuidar da limpeza dessa morada (Rm 12.1, 2, “culto racional”, “sede transformados pela renovação do vosso entendimento”). Está limpo? Os atributos de Deus em Cristo estão se manifestando pela sua vida? O adorno de submissão à Sua palavra é visto no seu comportamento? Procure confessar seus pecados sempre para desfrutar da comunhão de Deus e seja consagrado mais e mais ao Seu Senhor e Salvador, assim manifestando as belezas de Cristo no seu corpo, a habitação de Deus.
Autor: Pr Calvin Gardner

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Tabernáculo - As Duas Cobertas - Cap. 23


ÊXODO 26.15; 36.19

É útil estudar sobre o tabernáculo para aprender mais da pessoa de Cristo. O espírito da profecia é Cristo (Apocalipse 19.10, “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.”; I Pedro 1.10,11). O nosso conhecimento de Cristo não é danificado pelo estudo do Velho Testamento, mas é edificado e fortalecido pelo estudo do Velho Testamento. Por isso convém estudar o que diz a Bíblia sobre o tabernáculo.

Dois versículos, quase iguais, nos dez capítulos que tratam das instruções do tabernáculo inteiro, são reservados para essas duas cortinas. A primeira coberta é de peles de carneiro, tintas vermelhas. A segunda, a que ficou por cima de tudo, é de peles de texugos. Nem do “tabernáculo” são, como foi a cortina de linho fino torcido. Fazem parte da tenda. Será que algo de tão pouca menção pode nos ensinar algo edificante para nós crescermos no conhecimento de Cristo?

As instruções do tabernáculo foram dadas no monte Sinai depois que Deus deu a Moisés a Sua Lei. A razão do tabernáculo foi para que Deus habitasse no meio do Seu Povo (Ex 25.8). O modelo dado do tabernáculo e de todos os seus pertences tinha que ser obedecido sem variação nenhuma (25.9, 40; Hb 8.5). Como antes com a arca de Noé (Gn 6.14-22), e depois com o templo de Salomão (I Cr 28.11, 19), o mesmo é para os de hoje que desejam agradar a Deus, ou seja, Deus requer obediência completa da Sua Palavra (Cl 2.6; I Co 10.31; Mt 28.18-20; Lu 19.13). Como Noé, como Moisés e como Salomão, a nossa obediência a Deus não deve ser movida pela nossa imaginação. A nossa obediência a Deus deve ser segundo o que Ele nos deu como guia: a Palavra de Deus (II Pd 1.19; Is 8.20; Lu 16.29-31; At 17.11). Pode ser que outros achem radical a obediência nas coisas mínimas, mas Deus está glorificado nessas coisas mínimas (I Pd 4.4, “E acham estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós.”; II Tm 2.5, “E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente”; I Co 9.24-27, “subjugo o meu corpo, e o reduz à servidão”). É correto para Moisés colocar essas duas cobertas, mesmo que não saiba o porquê delas.

Se for essa lição de obediência perfeita uma das lições que podemos aprender, então essa lição seguramente aponta a Cristo. Cristo foi obediente em tudo (Fl 2.8, “obediente até a morte, e morte de cruz”; Jo 17.4, “tendo consumado a obra que me deste a fazer”; 19.30, “Está consumado”). Por isso Deus O exaltou soberanamente (Fl 2.9). Por isso não há outro nome pelo qual devamos ser salvos (At 4.12). Quando o pecador confia na morte de Cristo pelos pecados dele, Deus se satisfaz pois o sacrifício de Cristo foi o sacrifício de um Ser perfeito (Is 53.10, 11; Hb 12.2; Ap 5.9; Rm 3.22-24). Será que Deus está satisfeito com aquilo que você depende para a sua salvação? Se a base da sua aceitação a Deus não esteja somente em Cristo, não há como agradar ou ir a Deus (Jo 14.6).

Os Materiais das Cobertas - “uma coberta de peles de carneiro, tintas vermelhas, e em cima outra coberta de peles de texugo ”. (Ex 26.14).

A Utilidade das Cobertas - Uma das utilidades dessas cobertas foi a proteção. No deserto por 40 anos, e nas conquistas em Canaã, e pelas centenas de anos de uso até o reino de Salomão, as preciosidades dessa habitação do Senhor entre o povo dependia dessas duas cobertas. Houve tantas tempestades de areia e de chuva como longos tempos de frio e de calor. Não lemos da fabricação de novas cobertas. Então essas deviam ser feitas de material que durava. E eram. Dizem que os sapatos, feitos das peles de texugo, não envelheceram durante os quarenta anos que Deus fez que eles mais tarde andassem no deserto (Dt 29.5; compare com Ez 16.10). Assim sendo, podemos dizer que parte da utilidade das cobertas eram de proteção.

O Significado das Cobertas - A primeira menção do uso de peles para cobrir é Gn 3.21. Com a impossibilidade de Adão e Eva de cobrirem-se a si mesmos (as obras de qualquer homem nunca podem cobrir satisfatoriamente o resultado dos seus pecados), Deus os vestiu com túnicas de peles. O sacrifício de um inocente tinha de ser feito para que o homem fosse coberto diante de Deus satisfatoriamente. Tudo disso aponta bem a Cristo! Ele é o sacrifício único que é inocente, imaculado e incontaminado para resgatar-nos da nossa vã maneira de viver (I Pd 1.18-21). As cobertas de peles podem apontar a Cristo dessa maneira. Se você anda envergonhado pelos seus pecados, olhe a Jesus Cristo com fé pois Ele é o Único dado em qual podemos ser salvos (At 4.12)!

As peles de carneiro tingidas de vermelho apontam a Cristo também. Mesmo que essas peles não foram visíveis do lado de fora ou de dentro, eram importantes para essa habitação de Deus entre o Seu povo. O carneiro era um animal usado para os sacrifícios de expiação de pecado (Lv 5.15-19) e para a consagração de algo ao Senhor (Ex 29.15-22). O vermelho somente pode apontar ao sangue do carneiro dado em sacrifício para a expiação do pecado. Lembramo-nos que foi um carneiro que foi sacrificado no lugar de Isaque na terra de Moriá (Gn 22.1-13). Abraão profetizou de Cristo nesse episódio quando disse: “Deus proverá o holocausto”. Deus deu o Seu Filho unigênito no lugar dos pecadores que se arrependam (Jo 3.16; II Co 5.21). Mesmo que esse sacrifício sangrento não pode ser visto hoje, como não podiam ser vistas as peles de carneiro pintadas de vermelho, assim o sangue do sacrifício de Cristo tem que ser aplicado ao coração pela fé por todos que esperam entrar no reino de Deus. Se você necessita desse sacrifício de Cristo, que foi dado no lugar do condenado, corra a Deus pela fé em Cristo e será aceito (Is 55.7, “Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”)!

A coberta de peles de texugos foi a coberta mais visível pelo lado de fora. Não era bonita, nem formosa, mas foi muito útil. Pelos quase 500 anos que o tabernáculo foi usado, essa coberta cobriu-o adequadamente e nunca foi substituída. Mesmo pela grandeza da sua utilidade, nem por isso foi bonita aos de fora. A beleza do tabernáculo era no seu interior como a beleza do cristão é Cristo no seu coração (Sl 45.13). Essas verdades apontam a Pessoa de Jesus e à vida Cristã. Jesus não foi fisicamente formoso e não tinha beleza nenhuma que faria alguém desejar Ele (Is 53.2, “Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos”; Sl 22.6, 7; Fl 2.8, “humilhou-se a si mesmo”). A nossa pregação de Jesus também não é vista pelo mundo como algo atraente (I Co 1.18, “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”). Mas é necessário e útil pregar mesmo assim, como era necessária e útil essa coberta de peles de texugo para proteger o tabernáculo, mesmo que não fosse linda. A vida Cristã não é vistosa pelo mundo. A vida cristã é uma vida separada do mundo que testemunha de Cristo (Mt 5.10-16; Jo 3.19-21). Todavia, apesar da falta de percepção espiritual do mundo da vida cristã, ela continua sendo útil, necessária, e agradável à Deus e aos que sejam dEle. Quando se olhar a Cristo, Ele é formoso, ou não se acha beleza nEle? A sua percepção de Cristo é uma indicação do seu coração (I Pd 2.7; I Co 2.14). A mensagem ‘louca’ é a única mensagem que pode salvar o pecador. Corra a Ele se arrependendo dos seus pecados e crendo nesse Cristo com fé como o Substituto dos seus pecados.

Notou que de todas as cortinas e cobertas do tabernáculo, somente essas duas não foram dadas medidas? Isso pode indicar que não há pecado maior do que o sangue de Cristo pode cobrir, no caso da coberta de peles de carneiro pintadas de vermelho. A falta de medida dada para a coberta de peles de texugos pode indicar que não há limite da influência que a vida cristã pode ter diante do mundo (I Pd 3.1,2; 4.14. Pode indicar também que não há como descrever a necessidade e utilidade de ter Cristo como Salvador.

Autor: Pr Calvin Gardner

Tabernáculo - As Cortinas de Pêlos de Cabras - Cap. 22


EX 26.7-14; 36.14-18

Estudando sobre as cortinas saberemos melhor da linguagem bíblica. Quando Davi desejava edificar um templo ao Senhor, ele argumenta que ele morava em uma casa de cedro “e a arca de Deus mora dentro de cortinas” (II Sm 7.2; II Cr 17.1). A profecia da destruição de Israel dada por Jeremias menciona “as minhas cortinas” (Jr 4.20; 10.20). A cor da primeira cortina, de linho fino, era branca. É comentado que na Palestina não abunda as cabras brancas, mas abunda as negras. Por isso a cor da segunda cortina, de pêlos de cabra é dada como negra (Ct 1.5). Sem estudar sobre as cortinas do tabernáculo essas referências seriam um mistério.
Deus começou a construção do tabernáculo com as cortinas. Entendendo que elas fazem tanto uma cobertura quanto uma cobertura dos lados vejamos que Ele começou a Sua construção de cima para baixo. As cortinas foram mencionadas antes das tábuas que elas cobririam. Podemos aprender disso, além da verdade que o Senhor Deus é soberano e faz o que Ele quer, aprendemos também que aquela habitação do Senhor com os pecadores, necessita principiar com Deus. Desde que não haja nada bom no homem, uma habitação de um Deus que é um Fogo Consumidor entre os pecadores precisa ser de Deus com a Sua graça.

As Cortinas são Duas: As de Linho Fino Torcido e As de Pêlos de Cabras. Essa lição cuidará das de:

Pêlos de Cabras - Ex 26.7-14; 36.14-18
A cortina de linho fino fez o tabernáculo (26.1,6), as cortinas de pêlos de cabras serviram de tenda sobre o tabernáculo (26.7). Compare com Nm 3.25. A palavra ‘tabernáculo’ significa: lugar de habitação. A palavra ‘tenda’ significa: tenda, como barraca de campanha. O ‘tabernáculo’ foi a habitação de Jeová; a ‘tenda’ é o lugar de encontro do Seu povo. Essa estrutura foi o lugar que o povo de Deus congregava, mas foi a Sua habitação. Eles visitaram-na enquanto Ele ficou lá.

É o seu coração, sua mente, sua vida um tabernáculo para o Senhor, ou somente uma tenda? É consagrado a Ele ou somente quando é conveniente?

O Seu Número
Os que gostam de estudar numerologia acharão um rico campo de estudo no tabernáculo. As cortinas de linho fino eram dez, e as de pêlos de cabras eram onze, ajuntadas em duas partes, de cinco e de seis (26.9). O número cinco significa ‘a graça’ e o número seis representa ‘o homem’. Não é a nossa intenção trazer essa ciência à Bíblia, mas é interessante notar essas curiosidades.

O Seu Significado
As ofertas para os israelitas eram muitas. Cada uma tinha o seu propósito e a sua maneira particular de oferecê-la. Cada animal diferente e cada ingrediente apontavam a uma verdade sobre Cristo. Mas, nas festas quando o povo era representado coletivamente, os bodes eram os únicos animais usados como expiação pelos pecados. Além desses holocaustos, os bodes eram sacrificados para outras ofertas não coletivas, mas sempre foram usados para expiação de pecado.

  • A Festa da Páscoa – Nm 28.16-31. Notam os versículos 22, “E um bode para expiação do pecado, para fazer expiação por vós”, e 30, “Um bode para fazer expiação por vós”.
  • A Festa das Semanas ou do Pentecoste - Lv 23.15-19. Nota o versículo 19, “Também oferecereis um bode para expiação do pecado, e dois cordeiros de um ano por sacrifício pacífico”.
  • A Festa das Trombetas – Nm 29.1-11. Nota os versículos 5, “E um bode para expiação do pecado, para fazer expiação por vós” e 11, “Um bode para expiação do pecado, além da expiação do pecado pelas propiciações, e do holocausto contínuo, e da sua oferta de alimentos com as suas libações”.
  • O Dia da Expiação – Lv 16. Essa festa anual das expiações era a festa mais solene de todas. Essa festa pediu dois bodes, um para ser sacrificado pelo pecado do povo, e o outro para ser levado vivo ao deserto para simbolicamente o pecado do povo (vs. 5-10, 15-17, 21-22), v. 33, “Assim fará expiação pelo santo santuário; também fará expiação pela tenda da congregação e pelo altar; semelhantemente fará expiação pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação”.
  • A Festa dos Tabernáculos – Nm 29.12-40. Essa festa era alegre e para agradecer a Deus pelas bênçãos recebidas pelo ano. Cada um dos oito dias de festa tinha ofertas de novilhos, carneiros, e carneirinhos. Todavia, para expiação do pecado, cada dia ofertava um bode (16, 19, 22, 25, 28, 31, 34, 38).


Existiam outros holocaustos, além dessas convocações nacionais, quando uma expiação para o pecado era necessária. Cada um desses outros holocaustos, um bode era ofertado.
Holocausto pelos pecados de um príncipe – Lv 4.22-26 (v. 24, “E porá a sua mão sobre a cabeça do bode, e o degolará no lugar onde se degola o holocausto, perante a face do SENHOR; expiação do pecado é”).

Holocausto pelos pecados por ignorância de qualquer pessoa – Lv 4.27-35 (vs. 28, 29, “Levítico 4.28 Ou se o pecado que cometeu lhe for notificado, então trará pela sua oferta uma cabra sem defeito, pelo seu pecado que cometeu”).

Holocausto no dia que o SENHOR aparece – Lv 9 (vs.3, 15).
Ofertas dos príncipes de cada tribo na dedicação do tabernáculo, na consagração do altar – Doze dias de holocaustos – Nm 7.16, 22, 28, 34, 40, 46, 52, 58, 64, 70, 76, 82, “Um bode para expiação do pecado”.

Repetição: Oferta pelos pecados por ignorância – Nm 15.24.
Holocaustos no princípio dos meses – Nm 28.11, 15.

Então, o significado do uso de pêlos de cabras para a cortina da tenda representava Cristo como o holocausto pelos pecados de Seu povo.

O bode que foi usado para fazer expiação do povo de Israel não tinha pecado, mas foi posto sobre ele os pecados dos outros simbolicamente (Lv 16.22, “22 Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles à terra solitária; e deixará o bode no deserto”). Assim o bode representa Cristo! Ele não conheceu pecado, mas foi feito pecado pelo Seu povo, para que nEle fossem feitas a justiça de Deus (II Co 5.21).

O profeta Israel profetizou (Is 53.10), “Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão”. Assim também foi profetizado que Cristo cumprirá essa profecia, (Is 53.12), “Por isso lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e intercedeu pelos transgressores”.

É interessante notar que somente o sangue do holocausto para a expiação do pecado foi derramado enquanto o sangue da oferta queimada para outros propósitos foi espargido (Lv 1.5, “Depois degolará o bezerro perante o SENHOR; e os filhos de Arão, os sacerdotes, oferecerão o sangue, e espargirão o sangue em redor sobre o altar que está diante da porta da tenda da congregação”; Lv 4.25, “Depois o sacerdote com o seu dedo tomará do sangue da expiação, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; então o restante do seu sangue derramará à base do altar do holocausto”). Sem dúvida nenhuma, isso foi uma representação de Cristo pois Ele, como a oferta de Deus para a expiação dos pecados do Seu povo, derramou Seu sangue (Lucas 22:20, “Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós”). O novo testamento, a revelação do Evangelho (I Co 15.1-4), de Jesus Cristo, é no sangue derramado por Cristo.

Nunca terá outro sacrifício idôneo como Cristo! Todas as representações de cada holocausto de um bode inocente no lugar do culpado apontavam ao Cristo! Todas as profecias de um Salvador que seria o substituto aceitável por Deus no lugar dos pecadores, apontavam ao Cristo! Cristo é “o espírito da profecia” (Ap 19.10). Não pode ter nenhum outro! Deus não dividirá essa representação com ninguém. Não há outro fundamento que pode ser dado (I Co 3.11). Não há outro nome debaixo do céu como o de Cristo (At 4.12, “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”)! A mensagem da eternidade é: Arrependei-vos e creia em Cristo pela fé! Nisso vimos nessas referências: Mt 3.2; 9.13; Mc 1.15; Lu 13.1-5; At 2.38; 3.19; 17.30; 20.21; 26.20; Ap 16.9.

As cortinas de pêlos de cabras cobriam o tabernáculo por completo, e vedava a visão de alguém fora a contemplar a glória de Cristo e a da presença de Jeová. Também é verdade que ninguém pode ver a glória da salvação, da pessoa de Cristo e a de Deus do lado de fora. É necessário entrar pessoalmente pela fé em Cristo para poder entender e contemplar essas glórias magníficas. Como vai contigo? Apenas participa nas glórias com o conhecimento do que os outro dizem, ou, conhece por conta própria? Tem se arrependido e confiado em Cristo como o sacrifício idôneo para a expiação dos seus pecados?

Aqueles que já conhecem Cristo como o Sacrifício Idôneo para expiar seus pecados, quando entram no lugar santo para servir e adorar Deus, convém lembrarem do grande preço dado para que eles possam servir e adorar o Santo e Justo Deus. Foram comprados de grande e bom preço. Portanto, “glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Co 6.20).

Autor: Pr Calvin Gardner